terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Roberta Sá abre o seu baú de ritmos

2012 mal começou e já temos um candidato a melhor disco do ano. "Segunda Pele", novo trabalho de Roberta Sá, chega para reafirmar a paixão da cantora pelos ritmos brasileiros, ao unir um time respeitável de colaboradores em prol de uma música que consegue soar rica pela diversidade de ritmos e instrumentação cuidadosa, mas ao mesmo tempo muito simples, ao trazer letras cativantes e sinceras.

Dona de uma bela trajetória onde o talento provou que quem o possui pode chegar onde quiser, Roberta Sá tornou-se conhecida do Brasil ao participar da primeira edição do falecido programa "Fama", um reality show apresentado por Angélica e Toni Garrido, com jurados que -pasmem-  a eliminaram logo nos primeiros episódios. Mas talvez o programa tenha lhe feito um bem, afinal de contas, o formato imposto do reality show tinha algo de enlatado como uma tentativa frustrada de se reproduzir um American Idol. 

O que poucos viram foi que Roberta simplesmente não se encaixava ali. Saindo da competição, juntou-se ao preparador vocal Felipe Abreu e ao produtor Rodrigo Campello, que viria a se tornar seu parceiro musical constante ao longo de sua carreira. A parceria rendeu êxitos memoráveis e reconhecimento de crítica e público, disco após disco. A mídia tradicional também se rendeu ao talento da moça e a disseminou ainda mais através das várias inserções em trilhas de novelas, além de participações em projetos de outros artistas, com performances cada vez mais refinadas e irrepreensíveis.

"Segunda Pele" é o seu quinto trabalho pelo selo MP,B (Muito Prazer, Brasil) com distribuição da Universal Music. Mal entrava na reta final de uma bem-sucedida turnê do disco anterior ("Quando o canto é reza"), a cantora potiguar já gravava as bases do que viria a ser a sua nova empreitada musical. O resultado é mais da mesma Roberta, sem soar repetitiva. Isso é possível?

O mercado musical se alimenta de tendências e modismos, com muitos artistas tentados a seguir determinadas fórmulas, assombrados pelo fantasma da mesmice. Em "Segunda Pele", Roberta Sá reune as diversas facetas que adquiriu para si ao longo da carreira, juntando a sambista, a acústica e a contemporânea que paquera os bytes num disco coeso. Dessa forma, ela não perde vista os seus fãs mais antigos, e consegue arranjar espaço para a chegada de novos ouvidos enfeitiçados pelo seu canto.


Entre os destaques, estão "Pavilhão de Espelhos", de autoria de um de seus compositores preferidos, o recifense Lula Queiroga, que também se apresenta na canção "Altos e Baixos", que contém elementos da sonoridade pernambucana tão familiar a quem acompanha o desenrolar da cena musical do estado. "Você não poderia surgir agora" , de Dudu Falcão, é uma delicada balada a respeito da dúvida que paira ao encontrarmos alguém num momento que julgamos inoportuno.


Caetano Veloso comparece na bela versão para o seu frevo "Deixa Sangrar", que transporta o ouvinte para as ladeiras de Olinda, e emocionará os mais atentos ao final da canção, coroada com os acordes iniciais da pernambucaníssima "Vassourinhas", numa épica declaração de amor à espontaneidade das festas brasileiras.

"Segunda Pele" também vem de forró onde a sanfona é substituída por um arranjo de metais que contagia e chama todo mundo pra dançar. "Bem a Sós", de Rubinho Jacobina é uma das gratas surpresas do disco, que também conta com a participação luxuosa do argentino Jorge Drexler, na suave "Esquirlas". O samba não foi esquecido, e aparece na letra de "O Nego e Eu", de João Cavalcanti, interpretada com um quê de Clara Nunes, que com certeza cairá nas graças do público.

SORTEIO: VISTA A SEGUNDA PELE!

Se você tá a fim de ouvir "Segunda Pele" em toda a sua grandeza estereofônica tropical, você está no lugar certo! Assista o vídeo para saber mais!



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Boa sorte!

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