quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tropicália retorna para lutar contra a aids


Há 15 anos atrás, o Brasil vivia uma efervescência cultural só comparável à produção do final dos anos 60 e começo dos 70: Gravadoras estavam enviando vários olheiros e produtores pelo Brasil, à cata daquela que poderia ser a próxima grande revelação musical. Os festivais de rock pipocavam num ritmo crescente, rumo à uma profissionalização e diversidade de atrações, núcleos independentes começavam a ganhar força pelo avanço da tecnologia que tornava mais fácil o acesso à gravação sonora, e o país voltava a exportar seus talentos em festivais mundo afora.

O pop-rock brasileiro se permitia abraçar uma relação antropofágica com o seu passado cultural, resgatando as raízes e costurando-as com linhas de diversas cores, tal como vimos Chico Science & Nação Zumbi combinando o maracatu com o hip hop, Mundo Livre S.A. relendo o samba rock, cantoras como Marisa Monte construindo pontes com personalidades internacionais como David Byrne, e o mercado do CD batendo recordes de vendagens, colocando o país entre os cinco maiores consumidores de CDs do mundo, no início da última década. Tudo isto antes da pirataria, é claro.



Em 1996, uma organização chamada Red Hot, que angaria fundos para pesquisas e ações no combate à aids, conseguiu a adesão de vários artistas (e as gravadoras que detinham os direitos daqueles que já não estavam mais entre nós) para o lançamento de um disco beneficente centrado na obra de Tom Jobim, interpretada por parcerias inéditas e bastante acertadas: Tinha Astrud Gilberto com George Michael, Cesaria Evora com Caetano Veloso, Tom Jobim e Sting, Chico Science e Não Zumbi com DJ Soul Slinger num remix inédito de Maracatú Atômico, além de Everything but the Girl, Gilberto Gil, Milton Nascimento, PM Down, Mad Professor, Marisa Monte, entre outros.

A cereja no bolo deste Cd é a primeira aparição da gravação original de "Eu preciso dizer que te amo", de Cazuza, Bebel Gilberto e Dê, registrada numa fita cassete, cantada por Cazuza e Bebel no improviso. Só este registro inédito e histórico já vale a coletânea, qe no Brasil foi lançada pela Polygram, atual Universal Music.

Agora, a Red Hot anuncia para 28 de Junho de 2011, o Red Hot + Rio 2, com mais regravações inéditas, desta vez, focadas na música brasileira tropicalista, como por exemplo "Acabou Chorare", música dos novos baianos inspirada em fala dita por Bebel Gilberto, virá na voz da própria cantora, numa versão originalmente planejada para sair em seu último disco, assim como "Baby", imortalizada na voz de Gal Costa e Rita Lee, da época dos Mutantes, além de "Panis et Circensis" e "Bat Macumba", entre outras.




Bebel Gilberto e outros artistas nacionais como Marisa Monte, Seu Jorge e Caetano Veloso já confirmaram presença na coletânea, cuja lista oficial não para de crescer. Além dos astros brasileiros, já é certa a presença de John Legend, Devendra Banhart e Beck. O repertório e a lista oficial de artistas deverão ser divulgados numa data mais próxima do lançamento, mas o internauta que quiser se inteirar com novidades a respeito do disco, assim como curiosidades a respeito da tropicália e dos projetos da Red Hot Organization, pode visitar o blog oficial do disco, no endereço:



CONHEÇA (E BAIXE) O 1º DISCO AQUI:

O primeiro Red Hot + Rio está fora de catálogo até mesmo no exterior. Para quem quiser baixar o disco completo, a Cajumanga dá uma colher de chá, bastando Clicar aqui.


INSTRUÇÕES DE COMO BAIXAR AQUI:

Se você sentir alguma dificuldade para salvar as músicas, siga as instruções passo-a-passo, clicando aqui. E boa audição!

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