terça-feira, 11 de janeiro de 2011

INFORMAÇÃO FLEXÍVEL?

A informação como você um dia imaginou não existe mais. Ela é flexível. Ela é líquida e se adequa a qualquer fresta que a permita fluir. E por mais que se construam diques para proteção de interesses e valores, toda e qualquer barreira será ultrapassada, cedo ou tarde. A informação agora brota de várias nascentes e ocupa uma via dupla, onde a criação e a intersecção de meios subverte o modelo anterior de distribuição, que agora presta atenção ao novo, que se arma de velocidade e recursos tecnológicos cada vez mais acessíveis. Não há mais apenas uma antena disseminadora. Esta mesma antena, que um dia ocupou um lugar de destaque, agora também recebe o feedback de seus receptores e procura se ajustar à nova realidade.

É verdade que a informação sempre foi alvo de diversos interesses, independentemente do contexto sócio-econômico vivido. Mas o avanço tecnológico das últimas décadas fez com que a informação, sua criação e distribuição passassem a figurar no centro das principais discussões travadas no dia-a-dia. São autores, intermediários, público final, conjuntura social, cultural e econômica: nada pode ser desvinculado desta cadeia. Cada um destes fatores molda a maneira com a qual lidamos com o conteúdo que nos é disponibilizado.

Vários são os ringues dispostos nas lutas diárias. Pode ser na copiadora próxima a uma escola ou universidade, pode ser dentro da sua casa. Atualmente, a internet ocupa o posto de maior contraventora aos olhos dos grandes grupos. Mãe postiça de uma geração que já nasceu entre bytes, teclados e monitores, ela é responsável por uma revolução que não tem data para terminar. Com o advento de blogs, redes sociais, compartilhadores de arquivos, vídeos em tempo real, entre outros, a grande rede mundial de computadores trava uma batalha midiática que também mexe com o lado financeiro do sistema. O "status quo" de grandes grupos está sofrendo com rachaduras, e aparentemente, não foi encontrada nenhuma argamassa viável que possa pelo menos maquiar e prolongar a atuação dos processos comunicacionais e empresariais vigentes.

Esta série de textos tem como objetivo mostrar como a sociedade está lidando com as novas tecnologias. Seriam elas vilãs dos direitos autorais, ou uma via sem retorno rumo a uma nova ordem de elaboração e distribuição de informação?

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