sexta-feira, 3 de setembro de 2010

SEXTA-FEIRA ENTRE 1989 E 1997

Hoje voltei no tempo durante a aula de Redação Jornalística II. Tudo por que o ar condicionado, aliado ao cheiro de madeira e fórmica dos móveis que dão suporte aos computadores, recebeu a visita de um aparelho de som tocando um bom rock em volume alto. A acústica da sala ajudava, fazendo um leve eco, que dava a impressão de espaço amplo e irrestrito para viajar sem tirar os pés do chão.

Engraçado, eu nunca gostei de escutar nem de dançar rock nas baladas. Há algumas exceções, claro, mas no geral, as guitarras, o baixo e as baterias sempre me ajudaram a encontrar inspiração para desenhar, escrever, inventar e concentração para ler.

Hoje, o professor Álvaro nos propôs fazer uma matéria tendo o primeiro disco do Franz Ferdinand rolando ao fundo. Foi perfeito. A busca por dados dispostos na lousa e a subsequente organização do texto fluiu naturalmente. Terminei mais cedo do que imaginava.

Depois, dei um tempo pulando e dançando, relembrando o mesmo cheiro de livros e prateleiras de madeira envelhecida com o frio do piso de cimento queimado que me cercava na minha infância e adolescência, durante as minhas visitas à biblioteca de meus primos.

Fico feliz de constatar que felicidade não vem em formas pré-definidas.

Bandas que me acompanhavam nas minhas jornadas mentais dentro da velha biblioteca: Kraftwerk, The Smiths, Soundgarden, Sugar, Sugarcubes, The Cure, The Stone Roses.




 



Isso também me fez constatar que as gerações mais velhas (grupo ao qual todos neste mundo pertencerão um dia) sempre vão achar que a música feita no seu tempo é a melhor que existe.


Por Juliano Mendes da Hora

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