sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MÚSICA SOLAR

Falta pouco mais de um mês para o fim do inverno no Brasil, e a chuva parece que não vai dar trégua. Quando bate aquele frio, nossas ações parecem programadas ao procurar aquele cafezinho e o lugar mais agradável da casa ou do escritório, para bater um bom papo e aquecer o corpo e o coração. O mesmo vale para a música. Ela é capaz de nos transportar para diversos lugares e sensações que nos trazem mais leveza e harmonia para o nosso dia-a-dia.

Quantas vezes você escutou uma música ou identificou um artista que te faz lembrar de sol e dias mais amplos com vista pro mar? O catálogo é imenso, tanto no âmbito nacional, quanto no internacional. Um dos expoentes da nova Música Popular (e solar) Brasileira é o carioca Jorge Vercillo, que lançou seu novo álbum de inéditas neste primeiro semestre. O quadro pintado pela obra do cantor é leve, fluido e apresenta as nuances musicais miscigenadas do Brasil. Embora a descrição possa correr o risco de mostrar mais do mesmo, existem artistas que conseguem extrair uma sonoridade brasileira com originalidade e sensibilidade. Vercillo é um deles.

Difícil mesmo é tentar colocá-lo num rótulo, classificá-lo. Por muitos anos, Jorge Vercillo foi comparado com Djavan pela semelhança de suas vozes, embora cada um seguisse rumos ímpares em suas carreiras. Em alguns casos, isso poderia atrapalhar a busca de um artista por um lugar ao sol, mas ao contrário, esta comparação até ajudou como válvula de incentivo à uma constante evolução, que rendeu grandes sucessos e parcerias com nomes consagrados da MPB.

Os adjetivos direcionados à Vercillo são variados, e um deles se mostra bastante polêmico. É o caso do termo "Radiofônico". Seria esta palavra um elogio? Uma crítica? Se formos observar a audiência nas rádios FMs, inserção em trilhas sonoras de novelas e vendas de discos, "radiofônico" é atestado de êxito no sofrido mercado musical brasileiro. Para aqueles que utilizam este termo de forma detratória, um aviso: Existem artistas que buscam ser radiofônicos, e outros que o são como uma consequência natural do seu trabalho, que agrada à muitos.

Elogio ou não, Jorge Vercillo iniciou uma nova fase em sua carreira com o disco "Todos nós somos um", de 2007, que foi mais um sucesso de público e surpreendeu a crítica, tão ensimesmada e cheia de conceitos sobre o que pode e o que não pode na música popular. O disco apresentava letras consideradas mais refinadas e densas. Será que ele conseguiria conciliar o Jorge radiofônico com o Jorge conceitual?


A resposta veio com DNA, lançado neste primeiro semestre de 2010, onde o cantor navega por sons que são uma síntese de toda a sua carreira. Estão neste disco a levada malemolente da percussão combinada ao violão, a sutileza do piano que namora o jazz, a guitarra que harmoniza com as letras líricas, e também a presença do cavaquinho, violão de sete cordas e surdo, num autêntico samba que versa sobre a incursão do artista na teosofia, que sintetiza a filosofia, a religião e a ciência.




Neste trabalho, Jorge Vercillo consegue ser erudito como a crítica gostaria e popular como o seu público ama. Entre as participações especiais, constam Milton Nascimento num belo dueto que abre o CD, "Há de Ser". Quem também comparece é o multi-instrumentista, cantor e compositor Filó Machado, consagrado na ala black da MPB, além da talentosa Ninah Jo, que o acompanha no jazz "Memória do Prazer", primeira parceria do cantor com a esposa, Gabriela Vercillo.



O vôo de Vercillo alcançou territórios internacionais a partir de uma turnê realizada em Luanda, Angola, que rendeu a gravação de "Quando eu crescer", com letra parcialmente cantada no dialeto Kimbundo, com a presença dos angolanos Dodô Miranda nos vocais e Dalu Rogê na percurssão.

Na ala dos instrumentistas, Jacques Morelembaum, que ficou a cargo dos arranjos de cordas em "Memória do Prazer".

DNA vem para coroar a evolução do baú de canções de Jorge Vercillo, que se mostra uma fonte rica em referências e intersecções de gêneros. Ponto para o popular, ponto para o refinado. Placar final: Todos ganham.

PROMOÇÃO: Concorra ao disco DNA, de Jorge Vercillo!

Para concorrer, são três etapas:

1. Siga a Cajumanga no Twitter
2. Dê o RT na seguinte mensagem: "Responda a pergunta pra concorrer ao novo CD do @Jorge_Vercillo que a @cajumanga tá sorteando: http://bit.ly/dq9vDV"
3. Responda à seguinte pergunta: Qual foi o primeiro sucesso do Jorge Vercillo?

E pronto! Agora é só aguardar o sorteio!

RESULTADO: Parabéns ao @carloshalls, de Salvador - BA! Entre em contato com a gente por DM via Twitter, ou via e-mail, para que possamos enviar o seu CD!

Por Juliano Mendes da Hora
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Um comentário:

  1. Primeiro sucesso foi com amusica ALEGRE de sua autoria, que JV recebeu o tirulo de melhor interprete

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