quinta-feira, 18 de março de 2010

SEMANA CHICO SCIENCE



Anos 90: Um clima de caos total toma conta da década, com o cenário cultural do Recife estagnado. A Veneza brasileira é considerada a 4° pior cidade do mundo para se viver. Toda e qualquer novidade tinha que vir do sul e sudeste do país.

Alguém tinha que fazer algo para mudar essa cena.

Entre algumas cervejas, este era o assunto mais comentado entre alguns amigos de Peixinhos e Barra de Jangada , no centro do Recife.

Algo tinha que acontecer.

Surge então o manifesto, a cena, o movimento Manguebeat no Recife. Em 94 os precursores deste movimento Chico Science & Nação Zumbi e a Mundo Livre S/A, lançam, respectivamente, o ‘Da Lama ao Caos’ e o ‘Samba Esquema Noise’. O cenário de Recife muda e a cidade começa a ser olhada no Brasil e no mundo. A “Manguetown" começa a mostrar sua força.

1997 aparentaria ser um ano como qualquer outro. Era mais uma semana pré-carnavalesca no Recife. Era pra ser mais daqueles carnavais inesquecíveis, como todo ano é aqui na cidade.

E foi , mas de forma trágica.

O cantor Chico Science tem sua carreira precocemente encerrada por um acidente de carro no Complexo Salgadinho entre Olinda e Recife. Sua morte não foi apenas tida como uma perda musical; foi um choque para todos os fãs e amigos do vocalista da Nação Zumbi. Perguntas então surgem: “E agora? O que fazer? A Nação Zumbi será a mesma? Recife será o mesmo? E a mensagem que estava sendo transmitida , vai continuar?”

13 anos depois da sua morte a resposta vem de modo positivo e não só Recife, como o estado de Pernambuco, começam a se tornar uma grande referência na música, na cultura, na arte e em tecnologia, entre outros assuntos que serão abordados na Semana Chico Science Propagando.




A semana, que será realizada no Pátio de São Pedro entre os dias 22 à 26 de março, (mês em que Chico completaria 44 anos), conta com vários seminários com temas que foram lançandos durante o movimento Manguebeat , como :

-“Relações entre arte e tecnologia”

-“Descentralização da produção cultural nacional – ruptura da noção entre centro e periferia”

-“Coletivismo na produção e difusão cultural”

-“Quebra do antagonismo entre os conceitos de ‘pop’ e ‘popular’”

Além dos seminários, haverão intervenções na área de arte-educação, em dois laboratórios com inscrições abertas ao público, sendo o primeiro de light painting, com o artista francês Marko-93, em parceria com a Aliança francesa, e um laboratório de computação e arte, o LaboCA, com os pesquisadores recifenses Jarbas Jacome, Jeraman e Ricardo Brasileiro. A programação também traz shows com o Pátio Sonoro durante todo o mês de março.

O Memorial Chico Science disponibilizou um site especial dedicado ao evento, onde o internauta poderá saber mais sobre o projeto, além de conhecer os palestrantes, se inscrever nos laboratórios e ficar por dentro da programação de shows.

Visite: http://semanachicoscience.wordpress.com

Até a próxima galera !


Por Marcone Marques

Um comentário:

  1. Muito interessante tudo isso exposto sobre o Chico, até por que muitas pessoas ainda não conhecem sua história de vida, como e quando começou a fazer sucesso, e por que ele é sempre tão lembrando quando se trata de cultura pernambucana. É muito válido comparecer a este evento e adquirir mais informações sobre este ícone, não só de Recife-PE; mas também dos corações de todos nós. Parabéns Marcone, acho realmente que você está fazendo o curso certo! Orgulhosa de você; e quem sabe mais tarde não mando minha matéria também? Beijos e abraços, sucesso!

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