sábado, 20 de março de 2010

LEMBRANÇAS, DE ALLEN COULTER


Mahatma Ghandi uma vez disse: "Só há dois dias do ano nos quais nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." Acho que esse foi o pensamento que inspirou o jovem roteirista Will Fetters a conduzir tão bem o drama Lembranças (“Remember Me”) que a princípio parece um tanto convencional. Sinceramente quando cheguei ao cinema, pensei por alguns minutos que veria mais uma pieguice de um jovem que aparentemente teria tudo para ser feliz e ao invés disso se torno extremamente rebelde com a família e com a sociedade. Mas em poucos minutos ficou claro que aquele seria um longa um pouco diferente dos outros e que valeria a pena ver. Não é que valeu?!






A história a princípio é um pouco previsível: dois jovens nova-iorquinos que têm inúmeros problemas familiares. Tyler (Robert Pattinson) e Ally (Emilie de Ravin). Ambos carregam consigo a dor de perder as pessoas que mais amavam; Tyler o irmão e Ally a mãe. Tyler, revoltoso, se afasta da família, principalmente do pai Charles, um milionário bastante rígido interpretado pelo astro Pierce Brosnan. Enquanto Ally ainda criança vê sua mãe ser assassinada. Mesmo com toda essa revolta, fica claro como Tyler segue vários princípios.

Tentando defender um homem vitima de um abuso policial ele é novamente preso junto com seu amigo Aidan (Tate Wellington) logo após acabarem de serem soltos; quem os prende é Neil Craig (Chris Cooper), pai de Ally. Após ser solto e pressionado por seu colega de quarto Aiden – que dá um toque cômico na medida exata a esse melodrama e até alivia certos momentos - Tyler se aproxima de Ally, a princípio com a intenção de “vingar” a atitude do pai da jovem, mas que acaba se tornando uma forte paixão de empatia mútua aos problemas de ambos.







As constantes oscilações de humor e comportamento do personagem de Robert durante o filme durante o filme, fazem até com que, por vezes o associemos com o vampiro da saga Crepúsculo. Alem disso é importante ver como os figurões de Hollywood, Chris Cooper e Pierce Brosnan, não passam apenas de coadjuvantes Nessa altura da resenha, você deve estar se perguntando: O que de tão interessante tem nesse simples melodrama? Bem, além dos extremos nas cenas, principalmente nos diálogos, onde uma leve conversa antecede um discursão de tira o fôlego; também há os takes do casal com o que restou da instituição familiar de cada um; o carinho de Tyler e a preocupação em proteger a pequena irmã. São esses e outros momentos que fazem dessa obra um filme surpreendentemente interessante.






O que jamais vai superar qualquer outro momento do filme, será com toda certeza o inesperado final. Talvez sejam os cinco minutos finais que farão valer seu ingresso, mas que qualquer outra cena, e é o final que fará ter mais sentido para você àquela frase de Ghandi a qual iniciei esse texto. Espero que você curta o filme assim como eu.



Até a próxima!!


Por Carlos Alberto Prado


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