sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

REDES SOCIAIS: MODO DE USAR, PARTE 2

Semana passada você entrou em contato com empresas que estão aproveitando todo o potencial de ferramentas como Orkut, Myspace e blogs para alavancar o alcance de seus produtos. Largamente utilizados para fins de diversão e comunicação interpessoal, estes aplicativos também podem ser utilizados com sucesso na promoção de serviços educacionais! Não acredita? Universidades e escolas também aproveitam o poder das redes para divulgar suas instituições e atrair mais alunos.




Foi o caso da Universidade Mackenzie, cuja ação desenvolvida pela Chleba Marketing Interativo resultou num aplicativo para Orkut e MySpace que esclarece dúvidas a respeito das profissões. A estratégia é direcionada àqueles que estão prestes a entrar na universidade, mas que ainda estão indecisos a respeito de sua vida profissional. Batizado de ‘Escolha Sua Profissão’, ele oferece informações sobre os cursos, tira dúvidas sobre as profissões e aponta as principais atividades em cada carreira contando com depoimentos em vídeo de ex-alunos, e textos sobre o mercado de trabalho. A estratégia rendeu 500 mil acessos em 2 meses. O raciocínio posto em prática pela Chleba segue o mesmo princípio da informalidade, onde cada vez mais pessoas interagem, fazendo com que outras entrem a bordo, aumentando assim a proximidade entre a instituição e os usuários.



Renata Fernandes e Leo Villanova, Jaeh! Camisetas

Mas e quando você decide criar a sua própria rede social? Muitos perguntariam: “Já não há redes sociais demais por aí?” Não, para quem enxerga à frente do que está acontecendo. Foi o caso da paulistana Camiseteria, dos sócios Fábio Seixas e Rodrigo David, e da baiana Jaeh!, de Renata Fernandes e Leo Villanova, que unem o útil ao agradável: Promovem as vendas e fidelização de suas marcas graças à interação de seus usuários, que podem enviar estampas de sua criação para serem avaliadas por outros usuários cadastrados. O prêmio pela criatividade? As melhores são transformadas em peças que serão vendidas no próprio site, embora as empresas estejam abertas a negociações com revendedores. Além de ter a sua estampa impressa, os vencedores também ganham prêmios em dinheiro e produtos da marca. O resultado de tudo isto é uma geração de mídia espontânea por parte dos clientes, que atinge o mundo offline a partir do momento em que as estampas exclusivas geram aquela célebre pergunta: “Onde você comprou esta camiseta?”




Fabio Seixas, Camiseteria

Com inspiração na empresa americana Threadless, as duas marcas apostam na colaboração entre seus usuários na hora de lançar novas coleções, o que pode ser considerado uma tremenda economia se formos levar em conta que geralmente são necessários consultores de moda, estilistas e designers na engrenagem da indústria do vestuário. Sem falar nos fotógrafos, modelos e marketeiros. De que forma a colaboração entre usuários pode atingir estes pontos? Pois bem, o público destes sites é composto por formadores de opinião, antenados com as últimas tendências, atuantes em diversas áreas, principalmente designers que põem o seu talento à prova nas votações. A Camiseteria, por exemplo, incentiva os usuários a enviarem fotos vestindo as camisetas compradas em poses irreverentes e bem-humoradas, premiando-os com créditos para serem utilizados em futuras compras no site. Este tipo de ação gera uma galeria espontânea que serve para outros consumidores conhecerem as coleções. Sem falar no boca-a-boca gerado cada vez que uma estampa nova sai para as ruas.


Mario Campello, Ponto de Criação

Este é um caminho natural a ser seguido pelas empresas que quiserem estabelecer um vínculo mais saudável com seus clientes, de acordo com Mario Campello, diretor de criação da agência Ponto de Criação, de São Paulo: “Todo consumidor hoje tem voz ativa dentro de sua ferramenta preferida de rede social e consegue projetar sua opinião e influenciar um grande número de pessoas. Este cenário faz a corporação entender que não há mais como empurrar um produto de qualidade mediana utilizando-se de propaganda indutiva, o consumidor que não gostar vai botar a boca no mundo e, o mais importante, existirão consequências. Pessoas vão parar de consumir este produto e optar pela marca que lhes trata com a verdade”. Campello toma o caminho inverso daqueles que olham desconfiados para esta nova mídia. Ele as utiliza como suas aliadas: “É tempo de sinceridade na propaganda, e é baseado neste fato que direcionamos todo o trabalho aqui na Ponto de Criação. Através de rotinas de pesquisa dentro dos sites mais utilizados, entendemos qual é a verdadeira imagem que nosso consumidor tem do produto que vendemos. Cruzando estes dados com ferramentas de pesquisa tradicionais, desenvolvemos uma maneira de compreender esta nova sociedade, falando e ouvindo o seu idioma”.

Pensa que acabou? Semana que vem, dissecaremos o maior fenômeno midiático do ano: O Twitter! Fique esperto e saiba como utilizar melhor esta ferramenta!

Juliano Mendes da Hora

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