sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POR UM FIES MAIS JUSTO



O FIES é um Programa de Financiamento Estudantil criado em 1999, que é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições privadas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

Esse é um financiamento feito pela Caixa Econômica Federal (CEF) para alunos de baixa renda que querem fazer um curso superior. O problema é o seguinte à CAIXA calcula juros sobre juros desde o período em que o financiamento é concedido até o momento em que o aluno começará a pagar depois de formado, o que praticamente dobra, triplica o valor do financiamento.

O que deveria ser um sonho vem se transformando em um terrível pesadelo para quem se beneficia do programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal (Fies). Muitos estudantes que concluíram seus cursos estão encontrando dificuldades para pagar as parcelas estabelecidas em contrato junto à CAIXA .A taxa de inadimplência segundo a própria CEF chega a mais de 30% dos contratos já assinados, número este crescente a cada mês. A unânime reclamação por parte dos beneficiários é a prática ilegal do anatocismo (cobrança de juros sobre juros), bem como a elevada taxa de juros de 9%, por se tratar de uma linha de financiamento de cunho social, a mesma deveria ser bem abaixo da atual praticada. Diante dessa situação, um grupo de estudantes beneficiados pelo Fies criou o movimento denominado FIES JUSTO e, vem realizando ações de âmbito nacional, visando reivindicar o desconto no momento da quitação integral da dívida.

O estudante que conseguiu o crédito passou a dever um montante, que devido a utilização de um sistema de amortização crescente (o PRICE) esta dívida torna-se impagável comprometendo a viabilidade econômica deste estudante e dos seus fiadores, uma vez que a amortização é crescente e no início ela é muito pequena. Por isso o saldo devedor demora para diminuir significativamente. Sem contar é claro, com a negativação dos nomes dos estudantes e fiadores nos órgãos de proteção ao crédito.

O Governo Federal acreditava que os estudantes, depois de formados, garantiriam sua empregabilidade sem contar com a elevada taxa de desemprego que assola o país, em torno de 8,5%, conforme previsão de economistas e dados divulgados na imprensa. O que demonstra um contra censo, pois embora este contingente de estudantes esteja buscando uma melhor qualificação, não há garantia alguma da sua inserção no mercado de trabalho, oportunidade que fica ainda mais restrita quando se tem o nome negativado.

O movimento FIES Justo foi reconhecido pelo presidente Lula e já está em vigor a redução da taxa de juros do Fies de 6,5% para 3,5% ao ano, para os novos contratos.

Quem quiser saber mais e colaborar com o movimento, acesse:  www.fiesjusto.com.br

Allysson Borges

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